“Loudness” em português
Como pode ser traduzida para português a palavra inglesa "loudness"? Obrigado.
A expressão «conflito de interesses»
Deve escrever-se '"conflito de interesse"'/"conflitos de interesse" ou '"conflito de interesses"'/"conflitos de interesses"?
Obrigado.
Penteado como peça
Será que poderei utilizar a expressão: «Atenção, noivas!! O penteado também é uma peça importante na beleza do vosso casamento…»?
Valores de pois
Antes de qualquer coisa, quero aqui expressar meus agradecimentos aos responsáveis pelo sítio, bem como aos seus colaboradores, pois muitas vezes foi somente aqui que consegui obter esclarecimentos para várias dúvidas acerca do nosso querido português.
A pergunta é em relação ao uso da conjunção pois em início de frase, que em minha vasta pesquisa, inclusive aqui neste sítio, trouxe-me respostas que afirmam não ser possível tal uso. Contudo, transcrevo aqui dois exemplos de Machado de Assis, dentre muitos que encontrei na obra deste autor, os quais atestam esse tipo de uso:
Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, capítulo 15:
«Primeira comoção da minha juventude, que doce que me foste! Tal devia ser, na criação bíblica, o efeito do primeiro sol. Imagina tu esse efeito do primeiro sol, a bater de chapa na face de um mundo em flor. Pois foi a mesma coisa, leitor amigo, e se alguma vez contaste dezoito anos, deves lembrar te que foi assim mesmo.»
Quincas Borba, capítulo 6:
«– Humanitas é o princípio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões: Uma verdade que nas coisas anda, Que mora no visíbil e invisíbil. Pois essa substância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?»
[O Dicionário Houaiss regista o uso de pois com o valor adversativo: «1.3 conj.advrs. introduzindo o segmento que denota basicamente uma oposição ou restrição ao que já foi dito; mas, porém, no entanto ‹– Você está tranquilo? P. eu estou na maior ansiedade› ‹afirmava que a tudo se afeiçoara, p. qual o motivo da partida antecipada?›»]
[Contudo], nos dois exemplos de Machado que transcrevi, o pois em ambos os começos de frase não poderiam, de maneira alguma, ser trocados por mas [...], visto que se fosse feita a alteração, as frases deixariam de fazer sentido no contexto em que estão inseridas.
Se o pois no começo de frase funciona como conjunção coordenativa explicativa ou subordinativa causal, ou de alguma outra forma, não saberia dizer com certeza [...].
Transcrevo aqui mais exemplos deste tipo de uso do pois, de dois escritores acima de qualquer dúvida, para corroborar minha "tese":
Prefácio de Sagarana, escrito por Paulo Rónai em 1946.
«As nove peças que formam o volume Sagarana continuam a grande tradição da arte de narrar. O gênero peculiar do autor é, aliás, a novela, e não o conto. A maioria das narrativas reunidas no livro são novelas, menos por sua extensão relativamente grande do que pela existência, em cada uma delas, de vários episódios – ou “subistórias”, na expressão do escritor –, aliás sempre bem concatenados e que se sucedem em ascensão gradativa. O gênero, em suas mãos, alcança flexibilidade notável, modifica-se conforme o assunto, adapta-se às exigências do enredo. Pois esta maleabilidade é justamente uma das características da novela moderna.»
Entendo que a conjunção em destaque poderia ser substituída pela conjunção porque ou «visto que», porém, certamente, não cabe a substituição por mas [...].
Livro Sagarana, autor Guimarães Rosa, novela “Duelo”:
«– Você conhece o Turíbio Todo, o seleiro, aquele meio papudo?... Pois é um... (Aqui, supostas condições de bastardia e desairosas referências à genitora.)
Apesar do uso da reticência, como o pois vem depois de ponto de interrogação, necessariamente está começando uma frase e, novamente, não caberia a substituição por mas [...].
Livro Sagarana, novela “Minha Gente”:
«– Que é que você está olhando, José?
É o rastro, seu doutor... Estou vendo o sinal de passagem de um boi arribado. A estrada-mestra corta aqui perto, aí mais adiante. Deve de ter passado uma boiada. O boi fujão espirrou, e os vaqueiros decerto não deram fé... Vigia: aqui ele entrou no cerrado... Veio de carreira... Olha só: ali ele trotou mais devagar...
– Mas, como é que você pode saber isso tudo, José? – indagou Santana, surpreso.
– Olha ali: o senhor não está vendo o lugarzinho da pata do bicho? Pois é rastro de boi de arribada. Falta a marca da ponta. Boi viajado gasta a quina do casco... Eles vêm de muito longe, vêm pisando pedra, pau, chão duro e tudo... Ficam com a frente da unha roída... É diferente do pisado das reses descansadas que tem por aqui...
Acima, novamente, não poderíamos fazer a substituição [por mas]?
Coginjas
A família do meu pai, natural da região de Castelo Branco, empregava amiúde o termo "coginjas" (ou cojinjas, não sei) como termo carinhoso para crianças, por exemplo, "Andá cá, meu coginjas" ou "saíste-me cá um coginjas...". Nunca encontrei o termo escrito, nem em dicionários , nem em parte nenhuma. Gostava de saber o significado e, se possível, a origem. Obrigada.
«Cancro da mama» vs. «cancro de mama»
Deve dizer sempre «cancro da mama», e nunca «de mama»? Este último está sumamente errado?
Compreende-se que da é a contratação de de+a, mas então o artigo definido é imprescindível?
Obrigada.
Dicionário da Língua Portuguesa
Apesar de há vários anos não contactar com a SLP, recordo-me que tinham em preparação um Dicionário da Língua Portuguesa.
Pergunto se o poderei adquirir e como?
Simoente e Símois (nome de rio)
Gostaria de saber qual a versão correta, em português de Portugal, do nome do seguinte rio da mítica Troia, que era também uma divindade grega: "Simoente", "Simóis" ou "Símois"?
Muito obrigado.
Paulino d´Oliveira
Para efeitos de um trabalho que estou a fazer, tenho necessidade de citar uma obra de um autor do séc. XIX chamado Manuel Paulino d´Oliveira. Na obra em questão o nome do autor é apresentado com apóstrofo, pelo que me parece correcto manter essa grafia na citação.
Tenho, porém, dúvidas sobre a forma correcta de citar o nome com apóstrofo: Deve escrever-se Paulino d´Oliveira ou Paulino d´ Oliveira (com ou sem espaço?).
Grato desde já pela vossa ajuda.
Concordância verbal: «Ou tu ou eu pagamos...»
Eu gostaria de saber com qual pessoa gramatical o verbo que segue os sujeitos ligados pela conjunção ou deve concordar.
Exemplo:«Ou tu ou eu pago/pagas a conta»
No exemplo, a ação verbal só pode ser exercida por uma das pessoas.
Napoleão Mendes de Almeida diz que, quando os sujeitos são de números diferentes, o verbo vai para o plural; só que, nos exemplos que ele deu para esta regra, ambos os sujeitos são de terceira pessoa.
Obrigado antecipadamente.
