DÚVIDAS

Omissão da preposição com orações coordenadas
Há erro gramatical, sendo obrigatório o acompanhamento da preposição em todos os objetos indiretos; ou apenas falta de paralelismo, na frase «Gosto de dançar, cantar e pintar»? Nessa e em outras estruturas, pode-se omitir a preposição depois de inseri-la no primeiro objeto, quando estes se referirem ao mesmo verbo e à sua mesma regência? Nessas locuções a seguir, apesar de não haver objeto, também há obrigatoriedade de replicar a preposição? «Eles passaram a imitar e caçoar.» «Eles passaram a imitar, caçoar.» Grato desde já.
Enumeração num texto de Maria Judite de Carvalho
 Há uma discordância entre a minha classificação e de outra professora, em que ela aceita que a seguinte frase, de uma crónica de Maria Judite de Carvalho, contém uma enumeração: «Tudo aquilo é bonito, bem arranjado, atraente, higiénico, impessoal.» Na minha perspetiva, trata-se de uma adjetivação (qualificativa) sucessiva. Existe fronteira de classes gramaticais na enumeração? Toda a lista de classes pode ser abrangida na enumeração, como os adjetivos?! Podem elucidar-nos?! Obrigado pelo vosso sempre excelente trabalho.
Dativo de opinião: «para os meus discípulos»
Na frase, «Muitos vocábulos da língua latina são conhecidos para os meus discípulos», por que «para os meus discípulos» não pode ser agente da passiva? Os discípulos não estariam fazendo a ação de conhecer? «Os meus discípulos conhecem muitos vocábulos da língua latina.» Disseram-me que é objeto indireto num curso que faço, mas ainda não entendi por quê! Estaria, então, correta a regência «conhecido para alguém»?
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