O verbo sobrevoar e a voz passiva
O verbo sobrevoar tem voz passiva?
Pode dizer-se «fui sobrevoado por um avião», por exemplo?
Obrigado.
Pronomes pessoais átonos e «haver de» + infinitivo
Gostaria de saber qual a forma correta de escrever a seguinte frase: «alguma coisa boa há de acontecer-me» ou «alguma coisa boa há de me acontecer»?
Obrigado
Oração reduzida encaixada: «quando comparada com os seus colegas»
Na frase «Ela trabalha muito bem quando comparada com os seus colegas», o particípio passado comparada concorda com o sujeito.
Não me parece que tenha função adjetival, mas também não há verbo auxiliar para me dar a certeza de que se trata da voz passiva. Parece-me haver omissão do verbo ser: «Ela trabalha muito bem (se for) comparada com os seus colegas.»
Será assim?
Obrigada.
Elipse de verbo e preposição: «gosta dos mesmos pintores que Caio»
Na frase «João admira os mesmos pintores que Caio», entende-se que houve a elipse de «admira», isto é, «[…] que Caio (admira)».
Mas estaria igualmente correta uma frase como «João gosta dos mesmos pintores que Caio», considerando-se que o verbo «gostar» pede objeto indireto?
Se considerássemos somente a elipse do verbo, teríamos esta frase agramatical:
*«João gosta dos mesmos pintores que Caio (gosta)».
Ou seja, há que pressupor também a elipse da preposição de:
«João gosta dos mesmo pintores (de) que Caio (gosta)».
É pressuposto aceitável? Está correta a frase «João gosta dos mesmos pintores que Caio»? Se não, que torneios devemos dar à frase para corrigi-la?
Agradeço desde já quaisquer esclarecimentos.
Hajj, «peregrinação (a Meca)»
Nas minhas fontes e pesquisas não encontrei uma referência à tradução de hajj, a peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos.
Existe uma referência na Wikipédia a Alves, Adalberto (2014). Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, mas gostaria de saber se o Ciberdúvidas concorda com esta solução ou se tem opinião diferente sobre a forma correta de escrever esta palavra de origem árabe em português.
Uma vez mais agradecido.
A força do que se argumenta num período composto.
Tenho tido dificuldades para identificar a força do que se argumenta em um período composto.
Para identificar, é preciso ter em mente o contexto e também identificar os operadores argumentativos, certo?
Duas orações me causaram dúvidas:
«De certo modo, nós alugamos o livro digital, não o adquirimos.»
«Embora não tenha nascido ontem, a era digital ainda é um mundo todo novo.»
Na primeira oração, a força do que se argumenta está no segmento «não o adquirimos»?
Na segunda oração, a força do que se argumenta está no segmento «Embora não tenha nascido ontem»?
Agradeço a atenção.
Concordância: «A equipa da empresa... o nosso colega»
A minha questão é referente à regência e/ou concordância da palavra equipa em número.
Fiz uma publicação de necrologia e a mensagem era «A equipa da empresa Y comunica com pesar e consternação o falecimento da Sra. X, mãe da esposa do nosso colega Z».
Entretanto, o jornal alterou para «A equipa da empresa Y comunica com pesar e consternação o falecimento da Sra. X, mãe da esposa do seu colega Z». Esta alteração suscitou debate e essa dúvida sobre se a primeira mensagem estava incorrecta.
Agradecia vossos preciosos comentários.
O uso de um como sujeito indeterminado
Em inglês, one pode ser utilizado como pronome, e, em espanhol, uno e una também podem ser utilizados como pronomes.
Creio valer a mesma coisa para um e uma, em português, ou me equivoquei?
No caso, seria (ou será...) usado para indicar «alguém», indefinido, indeterminado ou inespecífico. Ou não é bem assim afinal?
Muitíssimo obrigado.
A construção «estar de» + nome (vestuário)
Eu fui criticado por uma expressão que julgo estar certa e, na realidade, as pessoas que me rodeiam também a dizem.
Acontece que há pessoas que dizem que é errado, na internet. Trata-se da expressão «estar de».
Bem sei que é usada para no referirmos a um estado provisório, não habitual, como «estou de baixa», «estou de férias» ou «estou de trombas», certo? Acontece que a mesma expressão, no meio em que estou inserido, ou seja em Lisboa, e pensando eu que seria no país todo, o que até pode ser que seja o caso, também se usa a expressão «estar de» em relação ao vestuário.
Por exemplo: «Eu hoje estou de ténis»; «ele está de calções e de T-shirt».
Penso que já perceberam a ideia? Conhecem esta expressão também? Ela é estranha? Existe alguma agramaticalidade contida na mesma?
Obrigado.
A expressão «andar na giraldinha»
Qual é a forma correta? «Andar na giraldinha» ou «Andar na giraldina»?
