Substantivo e nome
Em português de Portugal é errado classificar uma palavra como substantivo em vez de nome?
A sintaxe de comparticipar
Gostaria que me esclarecessem, por favor, se a forma correta deverá ser «Os estudantes devem comparticipar os custos de formação» ou «Os estudantes devem comparticipar nos custos de formação»?
Muito obrigada.
O topónimo Calvos
Tenho uma dúvida de utilização do termo natural e residente, a saber:
1. Qual está mais correto, «natural dos Calvos, ou natural de Calvos»?
2. «Residente nos Calvos», ou «residente em Calvos»?
Uma oração adjetiva explicativa reduzida de particípio
Qual seria a correta classificação da estrutura destacada a seguir?
«O incidente ocorreu quando o jovem, acompanhado de amigos após uma partida futebol, estava pagando suas compras no caixa.»
A princípio, pensei que se tratasse de uma subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio; contudo, verificando a obra Novas Lições de Análise Sintática, de Adriano Gama Kury, notei que o autor repele absolutamente essa classificação.
Desde já meu agradecimento.
Pão: nome contável e não contável
Deparei-me com a seguinte expressão: «Associar a quantidade de pão ao seu preço.»
Minha dúvida é: o sintagma «de pão» pode ficar no singular ou deve ficar no plural por ser um nome contável?
Se ambas as possibilidades forem possíveis, então qual a diferença semântica entre ambos?
A expressão «etimologia obscura»
Apresento aqui uma resposta à pergunta sobre curibeca.
Em Angola, e ainda no período colonial, esta palavra designava a maçonaria. Já naquela altura se grafava kuribeka, e realço a letra k. Claro que oficialmente não existia a letra k, mas como a palavra tem origem banta não era estranho.
O mesmo se passava com jinguba («amendoim»), com origem no idioma kimbundu e que, pelas regras portuguesas se escreve ginguba.Qual a língua nacional angolana que deu origem ao nome eu não tenho a certeza. Tanto pode ser o umbundu como o kimbundu.
Eu sou do sudoeste de Angola onde o umbundu tem alguma influência. Sendo assim é possível a sua origem no umbundu?
Agora, e com toda a certeza, estamos perante uma palavra de origem banta e não de origem incerta, duvidosa ou obscura. Os etimologistas devem confessar a sua ignorância quando não sabem. Este tipo de atitude soa, um tanto a racismo etimológico.
Obrigado!
A pronúncia de superfície
Sou francesa e ando a estudar português.
Não sei bem como pronunciar a terminação "ie" em palavras como superfície, calvície, cárie, lingerie.
É a mesma pronúncia que a terminação "i" nas palavras aqui, javali, táxi, álibi?
Devemos ouvir um pouco a letra e? Ou a pronúncia do i em ie é mais longa por causa do e final?
Ou a pronúncia do i e do e em ie são diferentes se o i for tónico ou átono?
Muito obrigada pela sua resposta e disponibilidade.
O particípio passado de impactar
Tanto quanto pude averiguar, os dicionários de verbos da língua portuguesa, como, por exemplo, o da Infopédia (Porto Editora), registam impactado como a única forma possível do particípio passado do verbo impactar.
É, pois, com alguma perplexidade, que me deparo recorrentemente com formulações como «o dardo tinha impacto o alvo».
Neste exemplo, parece-me que o adjectivo impacto está a ser utilizado em vez do particípio passado impactado, cujo emprego seria mais correcto.
Estará a escapar-me alguma coisa?
Muito obrigado!
O nome riso na Idade Média
Procuro uma forma antiga portuguesa (medieval ou renascentista) para traduzir o francês arcaico ris (riso).
Há registros além de riso? Alguma variante ou termo em desuso com esse sentido?
Obrigada.
Uso genérico de substantivos
Nas orações a seguir, os termos aporte e instrumento ficam mesmo no singular? Qual a explicação?
1. As ideias da análise descritiva serão assumidas como aporte para a verificação aqui realizada.
2. Os passos descritos por Freitas (2015) serão instrumento para nossa análise.
Obrigada.
