Textos publicados pelo autor
Podemos e pudemos
Pergunta: Há uma questão que eu queria esclarecer. Ao conversar com um falante nativo de português europeu, aprendi que existe uma diferença entre a pronúncia do verbo podemos no presente, com e fechado, e pudemos no passado, com e aberto.
Imagino que isso se aplique também aos outros verbos da segunda conjugação.
Tentei aprofundar o assunto na Internet, mas não encontrei nada. Podiam direcionar-me para algum recurso sobre esse...
A palavra vigilantismo
Pergunta: A palavra vigilantismo já aparece nos dicionários da língua portuguesa?
No dicionário que tenho em casa em português do Brasil, não. Em dicionários da Internet, sim.
Qual palavra em português melhor substitui a palavra vigilantismo? Alguém sabe do primeiro registro dessa palavra em solos falantes do português?Resposta: É um neologismo provavelmente com perto de duas décadas, decalcado do inglês vigilantism.
Tem registo nos dicionários em linha elaborados...
O topónimo Leitões e o seu gentílico
Pergunta: Gostaria de saber o gentílico dos habitantes da Freguesia de Leitões (concelho de Guimarães).
Obrigado.Resposta: Nas fontes consultadas, não há registo de tal gentílico.
Não havendo registo, o que se costuma fazer é empregar a construção «os de» + topónimo, o que significa que os naturais ou habitantes de Leitões são «os de Leitões» (cf. Dicionário de Gentílicos e Topónimos do Portal da língua Portuguesa).
Acrescente-se que, sobre a origem deste topónimo, não há consenso. José Pedro Machado,...
Botocúndia e botocudo
Pergunta: Gostaria de saber o significado da expressão «Furacão na Botocúndia», referida ao escritor Monteiro Lobato.
Desde já agradeço a resposta.Resposta: É o título de uma biografia do escritor Monteiro Lobato (1882-1948), que inventou o nome Botocúndia, com base no termo botocudo, nome dado a diferentes grupos étnicos indígenas do Brasil, e como forma de crítica a certos aspetos da vida do Brasil.
Recolhe-se informação sobre Botocúndia,...
O adjetivo jesuítico
Pergunta: Ao ler um texto de 1857, de autoria de um brasileiro, topei com uma palavra nova (para mim): jesuítico.
O contexto era insultuoso: o autor falava de alguém «atrevido e jesuítico». Os dicionários esclarecem-me que, além de referir-se a assuntos atinentes à ordem dos jesuítas, o adjetivo jesuítico ganhou uma acepção pejorativa. Algumas definições: «que é considerado fingido ou dissimulado», diz o Priberam; «fingido, dissimulado», ecoa o Caldas Aulete; «que não merece...
